Dilma Rousseff nos EUA

Dilma Rousseff e Barack Obama; fonte: Kevin Lamarque/Reuters

Nesta semana, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chegou nos EUA, numa visita simbolico e importante para o novo lugar do país na economia global. Nos últimos anos, o Brasil tem crescido muito na força da economia e também no seu própio poder political. Dez anos atrás, o Brasil não tinha a mesma importancia para países como os EUA, mas agora, recebe mais respeito do que antes. Os EUA e o presidente Obama querem trabalhar com Dilma e o Brasil porque têm muitos recursos (especialmente o petróleo e os produtos agrícolas)  e já uma economia desenvolvida. Mas, obviamente, não concordam de tudo; os EUA têm policias que limitem a industria internal do Brasil, e o Brasil tem alguns intereses políticas contra os EUA.

Ultimamente, tenho lido varias coisas sobre esta visita, algumas em inglês, com a perspectiva americana, e outros em português, com a perspectiva brasileira. Ainda que o assunto seja quase mesmo, as detalhes são muito diferentes, obviamente. Os artículos americanos criticam as políticas do Brasil na Syria, mas também fala do crescimento do pais, do aumento dos estrangeiros morando no Brasil e do temas do turismo com os jogos olímpicos e a Copa do Mundo. As fontes brasileiras criticam mas os EUA e a política monetária expansionista que tem feito, que causa uma desvalorização do dólar e seguinte, mas dificuldade para as moedas do Brasil e outros países ainda em desenvolvimento. Parece que o Brasil olha aos EUA como companheiro, como otro partido que as vezes ajuda e as vezes merece as críticas, enquanto os EUA parece olhar ao Brasil como alguém crescendo em poder e importancia, mas que ainda não está num nível igual no discurso internacional.

A verdade é que tudo é diplomacia; é importante que eles tenham acordos assim, que façam o que podem para manter seus própios interesses. Todos têm objetivos diferentes; mesmo que tenham idéias distintas, eles podem trabalhar juntos em alguns campos. Depois de umas palestras no Harvard e MIT, Dilma vai voltar para Brasil, mas já fez bastante com sua visita aqui nos EUA. Ela representou seu país em dizer que está aqui e está crescendo, e que merece o respeito e a cooperação; não é que os EUA pode apoiar ao Brasil, mas que o Brasil também pode apoiar e ajudar aos EUA. Significa uma pequena troca de poder, e nossa nova época de comércio internacional e política mas fechada e teimosa.

Leave a comment

Filed under Portuguese

Regionalismos

Si ustedes ya no han visto este video, por favor, háganlo ahorita. Algunas semanas atrás, estaba circulándose por Facebook  y ya lo asistí al menos tres o cuatro veces; creo que es genial. Estes colombianos cantan de la dificultad de hablar el español porque hay tantos regionalismos y jergas que diferencian el idioma entre países hispanohablantes. Es un video realmente chévere, o bien chido.

Acordémonos que el humor siempre tiene fuente en la verdad, y ellos están cantando de algo con que imagino muchos alumnos de español lucharon en algún tiempo. Durante mis varios viajes al extranjero, he conocido a amigos de la mayoría de los países hispanohablantes que hay. Y con personas que se les encantan aprender nuevos idiomas y viajar, el tema de las diferencias entre el español de un país e el castellano del otro es muy común. Una vez hicimos una lista de las diferentes maneras de decir borracho o drogado en cada país (sí, estuvimos bien pedos ya)

Un día, yo almorcé con una amiga mexicana en Argentina e ella preguntó sobre la ensalada. La mesera dijo que tenía choclo, frutilla, y remolacha. Mi amiga no sabía de que habló, aunque obviamente dominaba el español. Pero yo, la gringa, que había viajado y a que también le fascina los nombres diferentes de frutas y verduras (I know…..) traduje para ella. Choclo es elote (maíz) y frutilla es fresa (pero como dice en la canción, sólo hablo de la fruta, y no a lo que los argentinos se llaman cheto) y remolacha es betabel, o beterraba en português. ¿Quieren confundirse más? Miren a esta lista, de las diferentes palabras para el chayote en cada país. La primera vez que lo comí, se llamó pataste (en Honduras), y luego fue chayote, después chuchu… si me iré a Colombia, pediré una cidra.

Un chayote... o sea pataste? O otro?

Y además que las frutas y verduras, hay muchas palabras que pueden causar malentendidos. Ahora sé que cuidarme si hablo del violín con amigos venezolanos; no es sólo un instrumento, más también el mal olor de las axilas. Y si quieren una lista casi exhaustiva, hagan clic por aqui. Gracias, Wikipedia, para la inundación de información. Como cantan por arriba… yo ya me doy por vencida, para mi país me voy.

Leave a comment

Filed under Spanish

Propaganda

Advertisement

"Pacification was easy. I want to see domination."

The title of this post is a play on words, perhaps, because the portuguese word “propaganda” is used how we might use the word advertisement, but indeed, the English word propaganda comes into play here, too. I saw this image on Facebook, with a great commentary in Portuguese, so I will try to give some English-language context and some of my comments. I mean, first, let’s agree that this ad has plenty wrong with it, before we really dive in. With me? Cool.

So, we have a woman here, full name given, and it says she lives in Rocinha and is a professional waxer. For those who don’t know, Rocinha is the biggest favela in Rio de Janeiro, pacification is a very loaded word, and in November, Rocinha and the favela Vidigal were formally pacified, which entailed bringing in troops and setting up a special police station within the favela. Goals are to eliminate drug and arms trafficking, and to make these South-Zone favelas look nice and pretty for the World Cup/Olympic Games. We also have in this ad the cultural significance of the BOPE, the special operations police force made famous by the Tropa de Elite (Elite Squad) movies. They’re a real police force, with the logo of a skull on top of two guns and a sword:

The knife stuck into the skull from the top down signifies victory over death. The red lightning bolt expresses speed and surprise. The guns represent the military police of our country.

Anyway, there are about a million things to say about the symbolism here, about the entire idea of pacification, about the city’s commitment to favela residents at all, but those are words for another day (and that have been said by so many others).  Let’s just look at this advertisement here. Ana Paula, a favela resident, has left this policeman passed out, shirt unbuttoned; clearly she is in control- his special military tactics were no match for her control-top lingerie. Yes, this is a lingerie ad, it should be pointed out.

But this ad is in such poor taste. Naturally, the woman is black and the policeman is white; the fact that she is a woman and her biggest achievement is seducing this man in power is also insulting, as if the only power of a female favela-resident is to use her sexuality over perhaps corrupt law enforcement. The mixing of military images and an all-too recent and controversial pacification campaign with the selling of lingerie just rubs me the wrong way, is all. This ad is meant to grab your attention, and it does aim to be a little humorous, but it just plays into the same repeated tropes we always see.

Leave a comment

Filed under English

O portunhol

Hoje, vou falar do portunhol… el maldito portuñol.

O portunhol é a mistura do português com o espanhol. Porque eu estava fazendo um programa de intercâmbio no Brasil, conhecia a muitas pessoas que também estavam aprendendo o português, e a maioria já sabiam ou espanhol; então, escutava muito portunhol!

Eu também aprendi ou espanhol antes do português, e como já disse, isso me ajudava muito, mas também me confundia. Deixa-me explicar um pouco. Essas duas línguas têm muitas semelhanças, com gramática, vocabulario e som. Também, mesmo que o Brasil tenha uma identidade única, acho que a cultura latina se une essas línguas também. Então, é natural que as pessoas que aprendam português depois de espanhol, ou o espanhol depois do português, vão misturar algumas frases.

Por exemplo: Uma vez, no Brasil, ouvindo o meu sotaque, um vendedor de bijuterias ou algo assim queria me falar em espanhol. Achei isso muito engraçado, porque eu tinha mas fluidez no português de que o espanhol neste momento, mas pois é. Então, ele me mostrou um coça-costas e me perguntou, em portunhol, “¿usted quiere experimentarlo?”. Foi muito engraçado porque a  palavra “experimentar” existe em português e em espanhol, mas não significa a mesma coisa. Em português, é a idéia de fazer algo por primeira vez, tentar, provar, etc. Em espanhol, seria “probar”. Bom, eu podia entendé-l0, e imagino que um Argentino o outro hispanoparlante lo entenderia também, mas as palavras dele nao soaram normais. Era obvio que ele era brasileiro.

Outros exemplos: Língua/Idioma… Ambas palavras existem nas duas línguas, mas em português se usa língua para dizer idioma em espanhol. Se usa mais caminhar em português e andar em espanhol (mas isso não é uma diferença forte). Eu demorei alguns meses para me dar conta de que ainda que a gente se use a palavra “anoche” em espanhol, para dizer a mesma coisa em português, tem que dizer “ontem à noite”; não se pode dizer “anoite”. Tem que usar “começar” em vez de “empezar”. Lembramos que “a gente” em português é igual que “nós”, mas “la gente” en espanhol seria “as pessoas” no português. E tem palavras que você acha vão ser mesmas, mas quando tenta as traduzir, perceberá que não dão… “rincón” não é “rincão”… é “canto”.

E as vezes, as palavras conectivas entram na confusão. Se eu estiver acostumada a falar espanhol, ao começar, vou usar “pero”, “pues”, “entonces” e otras conectivas, sem pensar. Para mim, quando tento falar espanhol agora, levo português comigo ainda. Ontem, falei com uma mulher, dizendo “quiero que você venga conmigo”, usando “você” em vez de “usted”. E o mais engraçado; eu traduzi algo do inglés ao espanhol; falamos do que botamos nas sopas. “A ella le gusta poner zanahoria, batata y pollo”, disse. A mulher me perguntou “batata es papa, no?”. “Si, desculpa, es que hablo portugués y a veces me confundo con las palabras”. “¿Pero eres maestra, no?” disse ela, insinuando que devo ser uma fonte de informação sem erros. Se só fosse tão simples assim…

Leave a comment

Filed under Portuguese, Spanish

How do you take your coffee?

So, no sé exactamente lo que quiero de este blog, mas acho que vou tentar fazer algo trilingüe, filling in things with the language I see fit. This probably does very little for general comprehension, pero a mi no me importa, sei lá, whatever. Perhaps logo vou botar traduções, pero por ahora, let’s just live in a land of confusion!

———

Se você procurar alguma informação sobre o Brasil, vai ler que a caipirinha é a bebida nacional do Brasil. Pois é, e eu bebia muitas caipirinhas quando vivia no Brasil, mas tem outra coisa, algo ainda mais común, que se pode beber em qualquer hora do dia o da noite. Com certeza, falo do cafezinho. O cafezinho é  o que bebe quando você tem dez minutos entre aulas e R$ .50 pra gastar. É o que bebe quando quer conversar com um amigo, e vocês se sentam num lanchonete com os copinhos de cafe e alguns poucos reais. Mais um, por favor! O cafezinho é que está ofrecido quando você espera no banco, ou quando entra num escritório; é a única coisa de graça nos restaurantes tipo “por quilo”. Se estiver na casa de algum amigo brasileiro, ele vai lhe ofrecer um cafezinho. Vai ser forte, e se já no adoçaram, você vai poder escolher entre o azúcar ou o adoçante líquido. Os brasileiros gostam o café muito doce. O cafezinho não leva leite, não. A gente vai tomar um cafezinho? logo logo, vamos!

En  Ecuador, lo interesante para mi fue que aunque el pais es un productor grande de café, la mayoría de personas beben café instantánea (como Nescafé). Creo que es una ironia del “libre comercio” en el mundo moderno, pero esto es una polémica para otro dia.  En casa, yo siempre bebía Nescafé con azúcar, a vezes con leche también. Para ofrecerme un café, mis vecinos siempre me darían un vaso de agua caliente para que yo pudiera añadir el café en polvo al gusto. Claro que existía café típico, pero lo mas común fue Nescafé, dulce como todos las bebidas de América Latina.

En Honduras, cuando vivía en una comunidad pequeña, el café casero fue hecho en una olla grande, con el café molido y la panela* colocados sin filtro, y todos bebieron el café caliente con galletas o pan.  Nunca había bebido mucho café antes del viaje, pero allá bebía café dos o tres vezes por día, y era bien rico. El café es un ejemplo de como la comida e bebida puede juntarnos, porque cuando tomamos un café, ha llegado el momento de descansarse, de sólo disfrutar la compañía de otros.

*panela tiene nombres diferentes dependiéndose de la región (por ejemplo, es piloncillo en México). En Brasil, se conoce como rapadura, una palabra que también existe en algunos países hispanohablantes, pero la palabra “panela” en portugués significa olla o cazuela en español… pues, para los que intentan hablar los dos idiomas, estes “falsos amigos” pueden ser difíciles. ¡Qué confusión!

And here in the US, coffee abounds in many forms, like in the big carafes in meeting rooms, with the little stir sticks and sugar packets and instant-creamer. We love our fancy cafés, our trying to be European pretensions of “oh, this place makes the best macchiato in town”, to our over-Americanized double-triple-foamy-foam-caramel-mocha-frapuccino. There’s the daily coffee pot in just about every household. How do you take it? Black? With cream and sugar? And most people always like it the same way. I have this tendency, that when I make coffee at home, I just drink it black. But when I’m out and about, I’ll add sugar, usually just a bit. Maybe because that sugar is free, and it feels like a bonus. Or it’s later in the day, when my sweet tooth has picked up. Or it’s shitty coffee. I don’t know. It’s a matter of tastes, but I guess I mean to say that my tastes are not necessarily consistent.

Oh, but I’ll take a soy single shot cappuccino, thanks, for here. Almond milk if that café is fancy enough for it. Sounds just right.

Leave a comment

Filed under English, Portuguese, Spanish

Ven, te voy a mostrar

Y qué mas puedo decir?

Imagino que tengo los mismos problemas de escribir en español que tengo en portugués, pero simplemente tengo mas práctica con el español, mas años de estudios y correcciones de tinta roja en mis ensayos viejos.

Pero con el portugués, puedo declarar fuertemente que lo aprendí en Brasil, en Rio de Janeiro. Cuando pienso del portugués, pienso en este pais, en algunos amigos ciertos, en la cerveza Itaipava, y en una experiencia específica.

El español no es así. Como lo aprendí? A veces no me acuerdo. Lo aprendí cuando, con 15 años, traducía todas las letras de canciones de Juanes y Julieta Venegas, palabra por palabra. No entendía todo que leía, porque la música también es poesía, e siempre dura mucho tiempo entenderla.

Quizás fue cuando viví por seis semanas en Honduras, haciendo un proyecto comunitario que ya no recuerdo, cuando platicaba con la gente e aprendía palabras como “platicar”- cuando vivía de una manera mas lenta, y aprendía, poco a poco, que hay muchísimos médios de comunicación, y que todos tienen algo para compartir.

Talvez fue en la universidad, cuando me di cuenta que no quería leer Cervantes y decidí no más estudiar el español formal. O fue cuando fui a Ecuador, esta vez para 3 meses, para trabajar más duro que nunca en el campo, tratando de comunicarme con niños y alcaldes con las mismas palabras. O lo aprendí hablando con la madre de una de mis alumnas de música y vi como ella se brilló cuando cambié de inglés para español. Con cada uno de estes pequeños eventos, estaba fortaleciendo mi idioma, pero nunca me sentía que había alcanzado la fluidez.

Y fui a Brasil, mi querido Brasil. El español me enseño a hablar el portugués, pero después de un rato, ya no podía hablarlo. Las semejanzas eran demasiado grandes; me confundía cada vez que intentaba hablar el español. Pero estaba aprendiendo de nuevo sobre las formas gramaticales, los tiempos verbales, e de un vocabulario nuevo y inmenso. Aunque no lo veía, yo estaba todavía aumentando mi español.

Hice amigos mexicanos y viajamos a Argentina y Uruguay. El primer día, sólo hablé português. El segundo, portunhol. En día 5, yo ya había regresado a tener conversaciones casi cómodas en el español (pero en las noches, borracha y cansada, pedía conversar en inglés). En el día 10, cuando regresamos a Brasil, dije “Gracias” al conductor del autobus brasileño.

Y ahora… estoy aqui en los Estados Unidos, y me siento como de veras hablo español. Lo uso casi diariamente ahora. No me puedo imaginar una vida monolingüe… pero que más puedo hacer con mis idiomas? Los tengo para comunicar e para ver al mundo. Si, ayudan en el trabajo, pero todavía no me siento como son míos para usar, para incluir en una lista así.

Sé que todavía tengo mucho por aprender, que siempre puedo mejorarme. Pero he trabajado mucho en el español, y quiero que yo siga trabajando, porque hay un mundo de vida, cultura y comunicación para experimentar… espero que pueda ver todo.

Leave a comment

Filed under Spanish

Como não aprender ou português

Por que não…. escrever no português?

Ainda que eu possa falar e comunicar, quase não escrevo essa lingua e sei que sempre cometo erros. Falo pelo Facebook ou nos torpedos com alguns amigos brasileiros ainda, mas isso é muito informal; é um léxico cheio de “rsrs gnt tbm own kkkk cd vc”…. coisas que mesmo não são palavras. Mas nas minhas aulas de português, trabalhamos mais na produção falada do que escrita. Isso me ajudou para poder conversar no Brasil, mas agora, quando não tenho ninguém com quem falar, fico aqui com dúvidas de como vou manter o meu conhecimento de esta lingua.

Devo ler mais; devo tentar falar mais com os que posso. É difícil.

Ontem, conheci um cara muito estranho. Ele veio para ajudar numa aula de inglés como segunda lingua, para ser voluntário ou algo assim. A gente não tem muitos recursos para as aulas, que são um serviço comunitário, totalmente de graça. Então, agradeci a ajuda e ele ficou trabalhando com alguns alunos enquanto eu dei otra lição. Depois, uma amiga me falou que ele só estava tentando praticar o seu espanhol, que não ajudou os alunos com ou inglés, que é o propósito inteiro do programa!

Além de isso, ele me falou depois da aula. “A senhora fala português?”, me perguntou, com um sotaque gringo forte. Eu comecei a falar, com ánimo, mais foi óbvio que não sabia como me contestar. “Você fala ou português?” perguntei. “Un pouco”, respondeu, em portunhol. “I’m doing these language tapes right now, you know…”

Em fim, só quero dizer que se você quiser falar comigo em português, recomendo que primeiro aprenda falar, ao menos mais de “un pouco”, ou português.

Leave a comment

Filed under Portuguese